papel de pão

onde tudo começa

sobre o ppdp

a atual ausência das linhas e disciplinas – que antigamente dividiam a norteavam a comunicação – tem gerado muita discussão. um desejo constante e quase incontrolável de inovação, acaba levando departamentos, e às vezes até mesmo toda uma agência a acreditar, e profetizar um novo (e geralmente pseudo) rumo da comunicação. e mesmo em meio a tanta velocidade, informação, e confusão; uma única coisa ainda se destaca. a de sempre. a idéia.

as idéias continuam nascendo como sempre nasceram, de onde sempre nasceram. agora considere que há uma clara escassez de recursos, formatos, e alternativas publicitárias. há os que dizem que jogar futebol em tempos de pelé e garrincha era mais fácil. a mesma coisa foi para olivettos e depezês & companhia, que exploraram um caminho fresco, novo, com pouco histórico.

aquilo que parte era captado do censo comum, parte era do inconsciente coletivo, virava mensagem nas mãos hábeis, brilhantes e sensíveis do nosso primeiro time. viraram estrelas, acima de tudo, por um grande mérito. a empatia. entender era a premissa para comunicar. dessa forma, boa parte do que vemos ainda hoje, vem lá de trás. os sentimentos mais básicos já foram traduzidos, as oportunidades primeiras já foram tomadas. se o mercado muda, a agência muda, o consumidor também muda. quem mudou primeiro?

lembrou de tostines? se muito já foi teoricamente feito, pensado, e o que continua valendo ainda hoje é a idéia; qual seria o esforço dos profissionais de comunicação, senão adequar a mensagem ao meio que melhor atinja o consumidor hoje em dia. lembrando que na época de pelé, a mensagem era adequada ao que mais atingisse. a qualidade do momento da abordagem de uma marca ficou relevante aos olhos do público. notamos quando estamos sendo invadidos, incomodados.

hoje a questão está muito ligada à sutileza, pertinência, e até mesmo à convicção com que eu o atinjo. portanto, o cuidado ao impactar meu prospect é relevante não mais por disciplinas, ou linhas, mas por situações, momentos especiais ou específicos de impacto e oportunidade. quase um oportunismo.

como o nome já diz, o papel de pão é aquele  que pegamos pra rabiscar algo. as vezes até sem pretensão, seja eletrônico, ou físico, mas que leva nossas primeiras e importantes impressões, rabiscos, e desenhos do que pretendemos para um determinado trabalho. que nem me dizia lissandra duarte: coloca tudo no o papel de pão antes, que tudo fica mais fácil!

marcelo moreira é publicitário, pós graduado em administração, e está no mercado há 09 anos. no blog você vai encontrar sessões de comportamento, comunicação, mercado, pessoas, e cultura de uma forma geral.

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